Memórias de espumas

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Ao eco profundo dos sinos, os nossos corpos estremeceram no escuro dos mortos e na luz da vida, criativos e desesperados, vingados na terra e resgatados no mar, ao som surdo das sereias das pedras, ao luminol dos limos e ao vogar das ondas. Anima-te companheiro. As nossas mulheres que choram, renderam-se à vida. Sabemos lá nós as dores por que passam, os gritos que calam, as memórias que esquecem. Pescamos no mar, servimos em terra, morremos em terra, espalhamos no mar, morremos no mar, descansamos nos prados. Raro se vê o que não se acredita. Somos um só e milhões de povos, que vieram das águas e virão de novo, enrolados nas ondas em fósseis de areias, lembrando a memória dos que nasceram cobertos de espuma e vestidos de esperança.

 

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